twitter


O Caçador de Pipas
Editora: Nova Fronteira
Autor: KHALED HOSSEINI
ISBN: 8520917674
Origem: Nacional
Ano: 2005
Edição: 1
Número de páginas: 365
Acabamento: Brochura

Este texto é muito mais sobre as minhas impressões sobre o livro que uma resenha propriamente dita. Portanto, não haverá detalhes maiores sobre a história, porém sobre o que essa magnífica obra pode ocasionar nas mentes mais sensíveis a este tipo de arte. Então... vamos lá.
Quero começar dizendo... melhor, confessando que a primeira vez que ouvi falar sobre o livro tive um certo preconceito, uma grande reserva em relação ao uso de meu tempo para ler tal obra. Estamos em uma época na qual livros e mais livros que dizem que "basta você ter fé em si mesmo e esforçar-se é suficiente para você ser um Silvio Santos ou um Bill Gates da vida que começou do nada ou quase isso e hoje é um homem rico e poderoso" Conversa para boi dormir e hiena chorar. Por isso, a mais o gosto literário da amiga que indicou o livro fizeram-me sequer querer tocar, pior ainda ler a orelha. Mas, em casa... em um domingo... a tarde... ou era o filme inspirado no livro ou era a TV aberta. Nem preciso dizer o que eu escolhi. né? Assisti com a minha esposa, ela já havia lido o livro (quero fazer um adendo sobre o gosto de minha esposa, ela tem bom gosto para leituras, no entanto, o estrago já havia sido feito). O filme é uma obra inacabada, sabe aquele filme que falta alguma coisa para ficar bom? Assim é o filme "O Caçador de Pipas". Não posso dizer que é uma fita desagradável, mas alguns detalhes importantíssimos deixaram de ser colocados, e dessa forma o filme que poderia ter uma nota oito ou mais, ficou apenas com seis. Mas, onde entra o livro?
Depois de assistido o filme, comentamos sobre a obra e minha esposa disse que haviam passagens, gestos, falas de grande significância para a história que não foram expostas no filme e que faziam do livro algo muito mais interessante. Foi essa conversa que me fez querer ler o livro. Então, li.
Eu li o livro; sorri; quase gargalhei; tive raiva; senti quase ódio; também quase chorei; não foram poucas as vezes que meu peito pulsou mais forte de pena, de tristeza. E, Enfim, quando acabei de devorar o livro, como alguém que bebe água depois que passou pelo desespero de estar dias a vagar no deserto, sobrou de todas essas emoções, uma paixão forte e eterna pela obra.
Sou do tipo de leitor que se torna amigo ou inimigo das personagem, embarco na fantasia como se em um passe de mágica eu estivesse verdadeiramente dentro da história. E meus amigos, quem se dá dessa forma a uma obra artística ao ler este livro, sentirá que todas as horas, todos os minutos, todos os segundos que foram gastos para ler o livro valeram por uma vida.
Não gosto de contar partes do livro, não gosto que as pessoas comecem ler obras com parte da leitura sob meu ponto de vista. Por isso, prefiro que as pessoas saibam o que senti, as impressões da leitura sobre minha alma. No mais, você pode ler a orelha, mas é tão deliciosa a obra, que é melhor você começar realmente do começo.
Para finalizar, o texto é de escrita simples, as ideias não são compostas de forma mais complexa, no entanto o livro não é simplório, na verdade há todo um universo de significados, há um não sei que números de passagens que podem ser palco de horas de debates sobre sociedade, sobre ser humano e sua psique, sobre educação, moral, amizade, individualismo... e a lista não para. Enfim, leia, delicie-se porque essa é uma daquelas obras que viverão para sempre.

Adriano Coutinho

0 comentários:

Postar um comentário